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Francisca Júlia

Um monumento de poeta que descobri há pouco. Ignorada pela crítica, virtualmente esquecida pelo tempo. Um salve a esse hino de mulher. O poema se chama Dança das Centauras:

“Patas dianteiras no ar, bocas livres dos freios,

Nuas, em grita, em ludo, entrecruzando as lanças,

Ei-las, garbosas vêm, na evolução das danças

Rudes, pompeando à luz a brancura dos seios.

A noite escuta, fulge o luar, gemem as franças;

Mil centauras a rir, em lutas e torneios,

Galopam livres, vão e vêm, os peitos cheios

De ar, o cabelo solto ao léu das auras mansas.

Empalidece o luar, a noite cai, madruga…

A dança hípica pára e logo atroa o espaço

O galope infernal das centauras em fuga:

É que, longe, ao clarão do luar que empalidece,

Enorme, aceso o olhar, bravo, do heróico braço

Pendente a clava argiva, Hércules aparece”

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livro, poema

Nasceu a criança

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Críticas, sugestões, elogios… ávida por tudo!

Ana.

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